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Há 3 anos atrás, em Julho de 2008, foi gentilmente criado o Pés Na Relva pela Van, aberto a todas as famílias que quisessem participar. Obrigada Van!

Só o conheci em Outubro desse ano. Na altura em que a nossa família se propôs investigar o mais possível sobre a possibilidade de o nosso filho, na altura com 5 anos, continuar a ser educado (escolaridade obrigatória incluída) no seio familiar tal como o estava sendo até então. Criei um blog (A Escola É Bela) e  foi então que “descobri” o Pés Na Relva, falei dele no meu blog e passados uns dias fui convidada por Vale de Gil, a outra família que inaugurou o Pés Na Relva como blog colectivo, para participarmos também. Obrigada Vale de Gil!

Foi também por essa altura que me inscrevi no grupo do ensino doméstico do yahoo, por recomendação de uma amiga que também pretendia enveredar pelo ensino doméstico (e enveredou).

Assim, a 31 de Outubro de 2008, escrevi o nosso primeiro e pequeno post aqui no Pés Na Relva, “Mais uma Família“.

Desde então, temos sido uma família alargada por aqui, convidamos sempre quem se queira juntar a nós nesta partilha sobre o Ensino Doméstico. O blog cresceu, Vale de Gil convidou-me para administrar o blog em conjunto e colocámos páginas no topo com informação que nos pareceu ser útil sobre a legislação portuguesa existente relativa ao Ensino Doméstico e alguma Bibliografia.

Têm participado mais famílias (podem aceder, na coluna da direita denominada “Autores”, aos “posts por família”, obrigada a todos! ), no entanto, nestes últimos meses, voltámos a ser praticamente apenas duas famílias a partilhar aqui algumas das nossas actividades, encontros, perguntas, reflexões e “mais ultimamente” ainda, foram posts seguidos só relativos à  nossa família.

As razões são várias e todas elas válidas, apenas em conversa com Vale de Gil, nos questionámos sobre o interesse de continuar a manter este blog como colectivo, uma vez que não tem funcionado ultimamente com esse cariz.

E decidimos anunciar este interregno.

O blog não vai ser fechado, pois considerámos haver por aqui muita informação útil e muita partilha de bons momentos que não temos registados em mais lado nenhum. Vamos simplesmente parar por tempo indeterminado.

Caso alguma família queira voltar a escrever por aqui pode fazê-lo a qualquer altura.

Os nossos leitores podem sempre acompanhar o que algumas famílias autoras neste blog partilham nos seus blogs pessoais sobre o ensino doméstico aos quais podem aceder através da coluna “BLOGS SOBRE ENSINO DOMÉSTICO” aqui do lado direito.

Um Feliz Natal para todos e um 2012 cheio de boas surpresas, são hoje os meus votos.

Muitos beijinhos

Isabel

Halloween e outros

Há muito que não aparecemos por aqui, mas penso que quase todos sabem que, desde Setembro, a M. está a frequentar o 5º ano numa escola, a tempo inteiro. A mais pequena continua em Ensino Doméstico, embora já tenha perguntado se podia ir para a escola da mana (mas não pode, porque na escola da mana não há 2º ano, e sem ser para a escola da mana, ela não quer ir). Tudo isto para dizer que, entre idas e vindas, o tempo não tem abundado para escrever, embora continuemos com o nosso Guerrilla Learning, mesmo no caso da mais velha.

A M. está-se a dar bastante bem na escola, embora de manhã lhe custe sair da cama (as aulas começam às 8:30) e me tenha dito que algumas manhãs parecem intermináveis e por vezes se aborrece nas aulas de 90 minutos. Mas também diz que está a achar o português mais interessante (ela antes dizia que detestava português) e quis inscrever-se, por iniciativa própria, em duas actividades extras, a rádio da escola (vai lá uma hora por semana e aprende a trabalhar com os aparelhos, põe música nos intervalos, tudo com a ajuda de colegas mais velhos e de um professor) e um clube de badmington, também uma hora por semana. Esta semana até ficou um bocado aborrecida por o feriado calhar no dia da rádio…

Noto que gosta de se dar com miúdos mais velhos e gosta muito das aulas de Educação Visual, de Educação Física, de Música e de Ciências. Por outro lado, na primeira semana andava muito aflita com a mudança constante de salas (agora já conhece bem a escola) e fez-lhe confusão serem tantos miúdos e haver tanto barulho, algo que continua a não lhe agradar.

Também já fez vários testes, que nós procurámos desdramatizar, explicando-lhe que as notas são o menos importante, embora ela vá ver que toda a gente parece dar-lhes muita importância. Mas a verdade é que tem tido excelentes notas, e quando recebeu o primeiro, de Matemática, em que teve “Satisfaz bastante”, vinha muito contente. Mas eu fiquei especialmente contente por ela contar, com a mesma alegria, e sem uma pontinha de inveja, que um outro colega tinha tido Excelente, e que tinha sido 100% – espero que não perca isto, pois uma das coisas que me lembro com desagrado da escola, eram as invejas e a competição pela nota. Também me preocupa o efeito “maria-vai-com-as-outras”, mas por enquanto acho que ainda não a está a afectar: inscreveu-se no clube de badmington, sem que nenhum outro colega da turma o tivesse feito, inscreveu-se num corta-mato no qual a maioria das raparigas e alguns rapazes não se inscreveram, e contou-me que no intervalo, gosta de se sentar numa mesa sozinha a fazer desenhos. “Mas às vezes as minhas colegas vêm-se sentar ao pé de mim, ou então, quando me vêem a chegar chamam-me para a mesa delas e eu vou, também assim… para não ser mal educada, percebes?” Fico contente e espantada, pois eu, com a idade dela, era bastante insegura, e não me passaria pela cabeça ir-me sentar sozinha numa mesa. Acho que é uma das coisas boas que estes anos de ED lhe deram, a capacidade de ter ideias próprias e de não se deixar influenciar ou sentir dependente em excesso dos outros.

Por outro lado, noto que a escola lhe causa aguma tensão, por ex. preocupa-se muito em não se esquecer de todos os livros e outros materiais, em não chegar atrasada às aulas (de manhã, pergunta-me frequentemente “quantos minutos faltam para começar?), etc. Logo nas primeiras semanas contou-me que, numa das aulas  de matemática, ficou muito aflita porque se tinha esquecido de fazer os trabalhos de casa, e a professora estava a ralhar a um colega por essa mesma razão. E ela, claro, ficou com medo que a professora percebesse que ela também não os tinha feito… Lá lhe expliquei que qualquer pessoa pode ter um esquecimento, e que normalmente os professores zangam-se muito quando percebem que um aluno, por sistema, não faz as coisas, mas quando por norma se é trabalhador e por excepção se tem um esquecimento, ninguém lhe vai ralhar por aí além. E se ralhar, paciência, o que é importante é nós estarmos de bem com a nossa consciência. Enfim, é um processo de aprendizagem contínuo, este… E o que me dá ideia é que ela não tem propriamente medo dos ralhetes, o que não quer é que os professores (e os colegas mais velhos, de quem gosta especialmente) pensem que ela é como alguns dos miúdos mais novos – ao  que parece há dois ou três na turma que se portam bastante mal…

Por outro lado, uns dias mais tarde contou-me que a professora de matemática lhe tinha perguntado se ela queria ir às olimpíadas de matemática. Então e o que é que lhe respondeste? “Oh, eu disse-lhe que se calhar não ia, porque acho que não me apetece muito.” Eu ri-me para dentro, e ela continuou: “A professora diz que gosta da maneira como eu raciocino, que tenho um raciocínio muito bom” Ai sim?, perguntei eu (babada, claro). “Sim, ela disse que eu sou impecável. E disse que eu tenho uma coisa que os outros meninos não têm.” Então e o que é?, perguntei cheia de curiosidade. “Não sei, ela não disse. ” (aqui desmanchei-me a rir) E ela continuou: “Mas eu acho que é eu ser assim… mais calminha, sabes?” Eu ri-me para dentro outra vez, mas fiquei a pensar que a diferença que a professora provavelmente nota é que ela não tem grandes (ou quase nenhumas) inibições em falar com adultos.

Mas chega de escola. Cá em casa, como disse, continuamos com as nossas actividades paralelas e este Halloween, a M. quis-se vestir de morcego, mas não queria comprar a roupa, queria que fôssemos nós a fazer, “que é mais giro”. Depois de uma busca na internet, lá encontrei, num site de que gosto bastante, o Evil Mad Scientist Laboratories, as instruções para fazer uma roupa de morcego a partir de um chapéu-de-chuva velho. E não é que ficou mesmo giro?Aqui em cima estou eu, à luta com o chapéu-de-chuva, que afinal até não foi tão difícil de desmontar como parecia à primeira vista, e todos achámos muito interessante ver como é feito.

Esta fotografia, também foi tirada pela M., desta vez ao écran no computador, enquanto eu procurava seguir as instruções.

Aqui em cima está a primeira asa, colocada junto à manga da camisola, ao longo da qual foi depois cosida. O resultado foi muito do agrado da pequena morcega, que foi logo para a casa de banho ver-se ao espelho, experimentar as asas e fazer poses:

E aqui está uma vista de uma das asas, em pleno uso:

A C. quis vestir-se de aranha, mas estava mais interessada em fazer uns bolos, por isso trocou rapidamente a máscara pelo avental, e nem tive tempo de lhe tirar uma fotografia. Os bolos, apesar do aspecto pouco convencional, ficaram deliciosos. Fizémos um grande (a mãe), e dois pequenos (as filhas):

Bem, ficamos por aqui, que o post já vai longo. Um feliz Outono para todos, com ou sem escola!

Anda Tudo de Mão Dada

carta (correspondência) vinda da Madeira – cartas de jogar – tomar o gosto por jogos de cartas – cartas de jogar com o mapa da Madeira e vindas da Madeira – gosto por mapas – puzzle com o mapa mundo – fazer puzzles (outros puzzles) – puzzle de dinossauros e puzzle dos planetas – poster de planetas com planetas autocolantes – completar o céu do quarto cheio de planetas (bidimensionais) com um sol tridimensional

Lembram-se, de um dos últimos posts, “Receber Correspondência“, deste postal que recebeu das irmãs que estavam de férias na Madeira e que depois despoletou a troca de correspondência entre o Alexandre e o Tomás:

Também da Madeira chegou um outro tipo de cartas, presente delas para o irmão: cartas de jogar decoradas com o mapa da Madeira:

Isto porque nestas férias de Verão o Alexandre passou do seu jogo de cartas das famílias…

… a aprender e a gostar de jogar com os naipes de paus, espadas, ouros e copas: jogo do peixinho (parecido com o das famílias) e o do burro. Depois inventou ele novas regras para um novo jogo ao qual chamou “Jogo do Coelhinho”, uma versão do do peixinho, assim: em vez de se distribuírem 4 cartas aos jogadores distribuem-se seis, em vez de formarmos uma família de 4 formamos um par de oitos pretos, ou vermelhos, dois pretos, ou vermelhos e por aí adiante. Também pedimos o par de uma das cartas que temos a um dos parceiros do jogo, à semelhança do que acontece no jogo do peixinho. Ultimamente temos jogado mais esta nova versão (a do coelhinho) e confesso que até gosto mais do que o jogo original, pois torna-se mais dinâmico.

Também inventou um outro jogo de cartas novo, o “jogo do Satu”, mas esse não cheguei eu a jogar com ele, de modo que não vos sei aqui expor as regras do jogo. (Nota: SATU, é um dos seus transportes públicos preferidos, que existe em Oeiras)

A parte do mapa da Madeira dá a mão ao seu generalizado gosto por mapas, que também dá a mão ao interesse por puzzles continuado nesta última aquisição do pai (que também adora puzzles), este puzzle de 4000 peças com o mapa-mundi. Claro que o Alexandre só ajudou um pouco (demasiadas peças!)…

… tem a particularidade interessante de representar também as bandeiras de todos os países. E foi precisa a ajuda do globo…

… e de uma lupa (um presente do Alexandre para o pai num dos dias do Pai há uns anitos atrás (ambos partilham o gosto por objectos tais como lupas, ampulhetas, bússolas, binóculos…):

… e a lupa depressa se transformou num utensílio capaz de servir ao “jogo do ovo na colher“:

O Alexandre interessou-se de novo pela noção de “Continentes”…

… conforme o puzzle ia progredindo…

… e voltou a ir buscar o puzzle dos planetas que tinha feito recentemente (para além de completar um mais antigo representando dinossauros, com muito menos peças, sozinho (e agora querer experimentar fazer um de 200 peças sozinho _ os maiores têm sido montados por todos em família)

… e o puzzle dos planetas deu a mão a um pequeno poster de planetas comprado por 1 euro numa loja Imaginarium com planetas autocolantes para colar sobre ele e ainda ao ter resolvido completar o nosso planetário- “céu do nosso quarto”, com um sol tridimensional:

:)

Anda tudo de mão dada!       :D

Beijinhos, até ao próximo post!

Isabel

Do post passado surgiu a ideia (ver nos comentários ao post) da troca de correspondência entre o Alexandre e o Tomás que também se encontra em ensino doméstico, é da idade do Alexandre e têm alguns gostos em comum.

Ao fim de uns dias, a troca de correspondência efectivou-se. O Alexandre recebeu uma carta do Tomás (com direito a desenho de comboio e tudo!) e ficou felicíssimo!

Depois andou uns dias a pensar na resposta e a prepará-la com a irmã (a Catarina) e o resultado foi antes um postal, numa folha mais grossinha, com um desenho na parte da frente…

… e a escrita na parte de trás.

(o Setembro de 2011 ficou por concluir até ao dia seguinte, mas depois lá terminou e foram os dois aos correios comprar um “envelope gigante” e enviar a correspondência). Foi um momento importante.

Depois mais tarde, o Alexandre disse-me que o que mais tinha gostado na “actividade” foi escrever a carta toda às cores.

E já anda a perguntar-me se eu sei se o Tomás já recebeu a sua carta e quando é que lhe responde        ;)

E como sabemos que o Tomás está em vias de comemorar o seu aniversário, aproveitamos e felicitamo-lo aqui: Parabéns Tomás! E muito obrigada por teres escrito uma cartinha com tanta dedicação.

Beijinhos para todos.

Isabel

O Alexandre recebeu esta semana a sua primeira carta (neste caso era um postal) via CTT. Ainda por cima veio de avião, pois foi metida nos correios na Madeira.

É que as suas manas estiveram por lá uma semana de férias e lembraram-se muito de nós e especialmente do seu irmão, pois andaram nos teleféricos a ver paisagens maravilhosas (e o Alexandre adora andar de teleférico). Também se lembraram de lhe escrever, pois sabiam como é importante recebermos uma cartinha e que ele ainda não tinha recebido nenhuma.

Na parte de trás do postal escreveram-lhe uma mensagem em letras de bom tamanho para que ele pudesse ler bem, a dizer-lhe que tinham ido para a Madeira de avião e tinham andado neste teleférico.

O Alexandre adorou!

Sentiu-se grande, estava a receber uma carta, precisamente dirigida a ele (tinha o seu nome no envelope), vinda da Madeira e de avião!

No fim, com um grande sorriso de orelha a orelha, pendurou o postal no local onde costumamos pendurar desenhos dele e com o grau de importância que tinha dado ao seu projecto da Vila que fizera há um dia atrás (podem ler sobre ele no Caderno Verde deste post n’A Escola é Bela).

Beijinhos a todos

Isabel

Palavras

_ Mãe, sabias que o abecedário é uma palavra?

_ Uma palavra? Sim… bem… _ não costumo corrigi-lo mesmo que ele não diga bem (sigo as recomendações de John Holt, neste aspecto) e pus-me a visualizar, bem, uma enorme palavra abcdefghijkl… de difícil leitura, mas antes de eu me por a tentar soletrar essa compridíssima “palavra” de 20 e tal letras, ele deve ter visto a minha expressão de não muito convencida, pois explicou:

_ Sim, uma palavra: a-be-ce-dá-ri-o.

Dois ou três dias depois fui apanhada de novo:

_ Mãe, sabes que uma letra é uma palavra?

_ Uma letra?!

_ Le-tra. É uma palavra.

Pois…

Aqui para a nossa amiga Rute do Publicar Para Partilhar: esta é que é mesmo do género do menino Tonecas! Agora é que eu te percebo…     :D

E querendo ler um outro post que coloquei n’A Escola É Bela sobre um pequeno passeio que démos na marina de Cascais que “nos levou à Rússia”, acessem aqui.

Muitos beijinhos para todos. Até um dia destes.

Isabel

O que surge…

O Alexandre continua interessado nos parentescos e outros relacionamentos afins, como os vizinhos, por exemplo. O que é que o pai é às manas (padastro), o que é que eu sou à M. (vizinha), o que é que eu sou ao Bato (namorado da irmã): “Futura sogra”, disse-lhe eu.

“Então, o que é que o pai é ao Bato?”

“Bem, é amigo…” _ respondi.

“Não pode ser, tem que haver uma palavra (amigos somos todos!), para representar a ligação pai-filho-mana-amor…”

Queria ele dizer, entre o pai e o Bato, havia a ligação do pai para ele (pai-filho), dele para a irmã (filho-mana) e da irmã para o namorado (mana-seu amor), daí que tinha que haver uma palvra final que resumisse o encadeamento da coisa desde o pai até ao Bato.

Pois…      :D           Criamos uma, só se for. Mas ele não queria inventada, fazia-lhe confusão era não existir já uma, uma vez que existem os padastros, os cunhados, os padrinhos e até os compadres! Futuro “sogro por afinidade”, será? Também temos os “tios por afinidade”, não é verdade?

Outra coisa que surgiu ultimamente (ele sempre gostou de ajudar na cozinha, mas esta tarefa ainda não fazia), a vontade de cortar aos pedaços os ingredientes sobre a tábua. Tem-se oferecido sempre para cortar o tofú (que é molinho, fá-lo na perfeição):

Beijinhos a todos! Continuação de belos dias de Verão                                ;)

Isabel

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